LIVRO
A formação de Guy Postiaux basea-se no seu livro:
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edições Deboeck-Université –
Bruxelas, com CD sobre auscultação. A 1ª edição apareceu
em 1998, a 2ª edição em 2000 e a 3ª em 2003.TRADUZIDO em Espanhol, Português e Italiano
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- Co-auteur de: "Dysphagie, Evaluation et Rééducation des Troubles de
la Déglutition", aux éditions Deboeck-Université à Bruxelles. éd 2002.
avec CD-ROM.
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INTRODUÇÃO DO LIVRO DE GUY POSTIAUX |
"Este livro tem
uma dupla vocação, a de um tratado e a de um manual prático.
Como é que estes dois conceitos podem coabitar na mesma
obra?“
O
objectivo de um tratado é o de fazer o “estado da arte” a
propósito das técnicas de fisioterapia respiratória
apoiados nos argumentos científicos que lhe estão
subjacentes, justificando as suas indicações, as
contra-indicações e os efeitos potenciais ou comprovados.
Trata-se
de alguma forma de um catálogo e todo o catálogo pressupõe
uma classificação. É um facto que a habitual classificação
nosológica não me satisfaz, pois para lá da sua carência
pedagógica estrutural, ela ignora com frequência a
semiologia e a fisiologia específicas que devem guiar a acção
do terapeuta no terreno.
É
a realização do manual com finalidade prática que me
permitiu propôr uma outra classificação das técnicas de
fisioterapia respiratória que constitui o esqueleto da
presente obra, onde o título contém a chave fundamental:
trata-se de descrever aqui as técnicas de fisioterapia
respiratória inconcebíveis sem a ajuda da auscultação.
Contudo a observação clínica é por ela própria incompleta
se o raciocínio terapêutico não se basear na mecânica
ventilatória. E foi por fim a ssociação entre a estetoacústica
e a mecânica ventilatória que me permitiu, a partir de um
conceito “por níveis” da obstrução bronco-pulmonar, de
chegar a uma classificação anatómica e funcional das técnicas
de fisioterapia e de conciliar o tratado com o manual prático.
A
classificação das técnicas de fisioterapia propostas aqui,
faz apelo aos quatro únicos modos ventilatórios possíveis
que o ser humano é capaz de adoptar: inspirar ou expirar, rápida
ou lentamente. Dito de outra maneira, trata-se de realizar com
vista à depuração bronco-pulmonar, inspirações ou expirações
lentas e forçadas, qualquer que seja a etiologia da obstrução
bronco-pulmonar. Estes quatro grupos de técnicas constituem
as armas essenciais, técnicas ditas
principais de limpeza brônquica com efeitos directos
sobre a sua clairance. Todos os outros recursos metodológicos
não constituem mais do que adjuvantes:
posicionamentos, ajudas instrumentais, vibrações, ...com
efeitos terapêuticos indirectos, certamente úteis mas
seguramente menos eficazes que os primeiros.
A
verdadeira essência deste manual é ensinar a observar, mas
sobretudo a auscultar, para permitir uma escolha técnica
pertinente em função da idade do pequeno paciente e em
seguida avaliar o trabalho realizado. Certamente estas três
etapas passaram pelo crivo das objectivações necessárias e
suficientes. Este livro é por isso o fruto de um grande número
de observações clínicas, especialmente estetoacústicas,
objectivadas pela análise de Fourier.
As
relações entre o médico e o fisioterapeuta não devem
contudo sofrer de qualquer ambiguidade. E mesmo se não me
parece, em preâmbulo, de todo necessário justificar aos
olhos da classe médica o uso de estetoscópio pelo
fisioterapeuta, convém recordar que não se trata para o
fisioterapeuta de estabelecer um diagnóstico que consiste em
determinar a doença, mas sim identificar um sinal fisíco-acústico
preciso capaz de orientar a escolha terapêutica e de
controlar os seus efeitos. Esta atitude não admite por isso
uma fisioterapia baseada em receitas, armadilha de um simples
manual técnico. A riqueza desta fisioterapia reside
certamente no seu fundamento semiológico e não nosológico:
o exame específico do fisioterapeuta respiratório. O carácter
específico e individual de cada doença, escapa de qualquer
modo à sistematização, sendo esta essencialmente didáctica.
A
minha ambição confessa é a de que este livro contribua para
o reconhecimento do que deve ser já considerado como uma
especialização a tempo inteiro da fisioterapia: a
fisioterapia respiratória da criança. Esta disciplina
apaixonante não exige sómente um grande número de
conhecimentos, ela requer igualmente um saber-fazer que o
jovem fisioterapeuta só pode adquirir pelo contacto com os
colegas mais experientes, face aos riscos eventuais que a sua
prática implica, sobretudo nos bébés mais pequenos, mas
também porque a auscultação só se aprende no terreno sob a
orientação de um monitor experiente.”
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PREFÁCIO
À EDIÇÃO BRASILEIRA |
Profª Dra. Verônica Franco Parreira
Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal
de Minas Gerais
Quando fui convidada por nosso colega e amigo Guy
Postiaux para escrever o prefácio da versão em língua
portuguesa de seu livro originalmente escrito em francês,
vivi um momento de alegria e me senti honrada, visto que
acompanho seu trabalho desde 1986, ano em que, pela primeira
vez, tive a oportunidade de ler um artigo seu, publicado no
ano anterior na revista Kinésithérapie
Scientifique. Quase uma década depois, tivemos o primeiro
contato pessoal durante uma reunião científica em Bruxelas,
na Bélgica, seu país de origem.
Tenho traduzido os cursos de formação ministrados
pelo Dr. Postiaux no Brasil, tanto sob os auspícios da
Sociedade Brasileira de Fisioterapia Respiratória e
Fisioterapia na Terapia Intensiva quanto como professor
convidado do Curso de Especialização em Fisioterapia,
promovido pelo Departamento de Fisioterapia da Universidade
Federal de Minas Gerais. Essa condição me proporciona um
profundo conhecimento dos diferentes assuntos abordados neste
livro.
Estamos diante de uma obra densa. É necessário chamar
a atenção para a forma cuidadosa, detalhada e didática com
que o professor Postiaux escreve sobre a fisioterapia respiratória.
Inicialmente aborda dados epidemiológicos e ambientais que
concorrem para o aparecimento de diferentes afecções
respiratórias na população infantil e fundamenta essas
diferentes abordagens na fisiologia respiratória, com
especial atenção para os mecanismos que causam obstrução e
hiperinsuflação. Tendo por base a ausculta pulmonar, propõe
esquemas de avaliação e decisão terapêuticas de extrema
consistência e valia tanto para a prática clínica como para
o ensino da fisioterapia respiratória.
Nos capítulos em que se dedica às técnicas manuais
indicadas na higiene brônquica, as diferentes opções terapêuticas
são correlacionadas paulatinamente com a fisiopatologia
aplicada. Além disso, é apresentada uma série de
possibilidades que podem ser utilizadas com o lactente,
preenchendo uma lacuna existente até o presente. Encontramos
também uma discussão sobre recursos instrumentais utilizados
pelo fisioterapeuta, especialista em fisioterapia respiratória,
atuando com pacientes adultos.
Finalmente, são discutidos métodos de avaliação e
controle da intervenção realizada, o que contribui para
despertar a necessidade de, cada vez mais, voltarmos nossa
atenção para a sistematização da prática clínica.
Existem ainda muitas perguntas a responder e muitas
evidências a buscar, mas, sem dúvida, estamos diante de uma
contribuição valiosa no que diz respeito às intervenções
realizadas na fisioterapia respiratória.
Este livro, que é referência obrigatória nos países
de língua francesa e espanhola, certamente também o será em
nosso país.
Profª Dra. Verônica Franco Parreira
Departamento
de Fisioterapia da Universidade Federal de Minas Gerais
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Capítulo
1. Contextos ambientais que motivam um recurso precoce
à
fisioterapia
respiratória |
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Epidémiologia
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Fsiopatologia
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Obstrução e hiperinsuflação são as consequências
e as características comuns das doenças respiratórias
infantis.
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Capítulo
2. Obstrução e hiperinsuflação |
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Mecanismos da obstrução e da hiperinsuflação
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Avaliação instrumental da obstrução e da hiperinsuflação
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Avaliações clínicas da obstrução e da hiperinsuflação
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Exame clínico e medidas de segurança são as garantias de uma
fisioterapia respiratória e eficaz
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Capítulo
3. Auscultação pulmonar em pediatria |
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Introdução
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Noções de física acústica: fenómenos vibratórios e parâmetros acústicos
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Metodologia de análise acústica
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Psicoacústica aplicada à auscultação pulmonar
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Sistemática da auscultação pulmonar em pediatria
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Prática da auscultação
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Forma de rgisto dos ruídos respiratórios
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Algumas faixas sonoras demonstrativas
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Capítulo
4. Árvore de decisão e exame fisioterapêuticos
respiratórios |
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Procedimento analítico e decisional geral em fisioterapia
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Definição fisioterapêutica da síndrome ventilatória obstrutiva
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O exame fisioterapêutico específico da obstrução bronco-pulmonar
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A fisioterapia respiratória como compensadora da falha dos mecanismos de
defesa do aparelho respiratório
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Capítulo
5. Princípios gerais da fisioterapia respiratória |
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Finalidades da fisioterapia respiratória em pediatria
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Controvérsias a propósito de uma fisioterapia convencional
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Bases mecânicas: a fisioterapia respiratória utiliza a modificação do
sinal de entrada no sistema respiratório
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2 anos e 8-12 anos: 2 períodos de transição importantes
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Capítulo
5. As técnicas principais de fisioterapia de desobstrução
broncopulmonar
em pediatria (manuais, não-instrumentais) |
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As técnicas expiratórias lentas para desobstrução das vias aéreas médias
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As técnicas expiratórias forçadas para desobstrução das vias aéreas
proximais
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As técnicas inspiratórias lentas para desobstrução das vias aéreas
periféricas
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As técnicas inspiratórias forçadas para desobstrução das vias aéreas
extra-torácicas
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Em resumo: classificação das técnicas de desobstrução brônquica pelo
local de acção e em função da idade.
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Capítulo
7. As técnicas
complementares de desobstrução
broncopulmonar |
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Técnica posisional: a drenagem postural (DP)
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A ventilação a pressão positiva expiratória
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As vibrações, choro e exercício físico
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Capítulo
8. A fisioterapia respiratória em neonatologia |
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A medicina neonatal: uma progressão importante devido ao progresso da
reanimação e das propriedades terapêuticas do surfactante
pulmonar
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A fisioterapia respiratória em neonatologia: uma aplicação particular
dos princípios gerais
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A metodologia fisioterapêutica em neonatologia
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Vibrações, pressões, tosse e aspiração em associação
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Capítulo
9. Meios de controlo da fisioterapia respiratória |
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Importância relativa da auscultação pulmonar, da oximetria de pulso e
dos sinais clínicos necessários e úteis para objectivar a
fisioterapia respiratória
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Contra-indicações, sinais de grande urgência, medidas de segurança da
fisioterapia respiratória em pediatria
A obra comporta numerosas notas de
fisiologia, fisiopatologia, semiologia e de técnicas:
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A asma do bébé
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A bronquiolite
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A síndrome de Kartagener
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Repercussões respiratórias do refluxo
gastro-esofágico
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A secreção brônquica na fibrose quística
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A atelectasia
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A pneumopatia
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O assincronismo ventilatório
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A síndrome do lobo médio
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As bronquiectasias
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A síndrome de dificuldade respiratória
aguda do recém-nascido (SDRA)
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Doença das membranas hialinas
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Displasia broncopulmonar (DBP)
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A síndrome de morte súbita do bébé
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A otite média aguda
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A obstrução nasal na criança
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A coqueluche
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A insuficiência respiratória crónica da
criança
E-Mail:
postiaux.guy@chndrf.be
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